O Procon-BA notificou a Acelen, gestora da Refinaria de Mataripe, para que justifique os recentes aumentos nos combustíveis na Bahia. A empresa tem cinco dias para apresentar planilhas de custos e critérios técnicos que fundamentem as altas, sob risco de sanções administrativas e multas.
A medida ganha força com a operação “De olho no preço”, iniciada na quinta-feira (12), que fiscaliza postos em todo o estado para cruzar dados de revenda com os valores da refinaria. O objetivo é identificar possíveis práticas abusivas ou lucros arbitrários contra o consumidor.
Na última terça-feira (10), a Acelen aplicou um reajuste de 7,5% na gasolina para as distribuidoras, elevando o preço para R$ 3,1018 — o maior patamar desde outubro de 2025. O reflexo nas bombas foi imediato: em cidades como Livramento de Nossa Senhora, o valor saltou para R$ 7,49, um aumento de mais de R$ 0,50 em apenas uma semana.
Em nota, a Acelen defendeu que seus preços seguem parâmetros internacionais, como a variação do dólar e a cotação do petróleo. O Procon-BA, no entanto, reforça que qualquer elevação sem justa causa econômica é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.




