Com altas de calor e pancadas de chuva sendo predominantes nessa época do ano, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, acaba sendo mais suscetível.
No Brasil, de acordo com dados disponíveis no Portal Gov, do Ministério da Saúde, em 2025, o país teve 1.441.586 casos confirmados de Dengue, com 1,780 óbitos devido a doença. Foram registrados ainda: 1.829 casos de Zika, com 1 morte; 106.524 casos de Chikungunya, com 120 mortes pela doença; e 149 casos de Febre Amarela, com 47 óbitos.
Em se tratado do Estado da Bahia, no ano passado foram 16.538 casos confirmados de Dengue, com 18 óbitos devido a doença. Foram registrados ainda: 30 de Zika, com 0 mortes; 1.466 de Chikungunya, com 1 morte pela doença. Não houve casos de Febre Amarela no Estado.
Segundo a docente do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Marcela Figueiredo Martins, acerca dos cuidados com a saúde dos infectados, é preciso atentar-se, primeiramente, com as reações da doença, que podem ser confundidas com outras, haja vista que a febre é um dos sintomas.
“A dengue pode causar sintomas como febre alta, dores musculares, dores de cabeça, erupções cutâneas e fadiga. É essencial educar as pessoas sobre o tema, de forma que se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata a partir do momento em que apresentarem os sintomas, adotando medidas preventivas, garantindo o diagnóstico e tratamento da doença adequado, pois esses mesmos sintomas se assemelham com outros problemas”, alerta.
De acordo com Marcela, os principais sintomas da dengue podem variar de leves a graves, e incluem:
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Dor atrás dos olhos
- Dores musculares e nas articulações
- Manchas vermelhas na pele (exantema)
- Náuseas e vômitos
- Fadiga e cansaço excessivo
- Sangramentos (em casos graves)
“A prevenção é a melhor forma de combater a doença, através da eliminação de criadouros e proteção pessoal. Em caso de suspeita de dengue, é fundamental buscar atendimento médico e seguir as recomendações para o tratamento adequado. Com medidas preventivas eficazes, é possível reduzir significativamente o risco de transmissão. Portanto, esses cuidados devem ser permanentes”, ressalta.
Por fim, a especialista dá algumas dicas para evitar a proliferação do mosquito e evitar a doença. Confira:
Elimine água parada: Verificar se não há nenhum objeto que possa acumular água, como pneus, vasos de plantas, caixas d’água, cisternas, poças de água de chuva, canaletas, latas, bandejas de ar-condicionado, garrafas, baldes, entre outros, além de manter as calhas limpas e sem obstruções e verificando se não há vazamentos de água.
Instale telas de proteção: Instale telas nas janelas e portas para impedir a entrada do mosquito da dengue em sua casa.
Mantenha a piscina limpa: A piscina é um local comum para o acúmulo de água parada. Certifique-se de manter a água limpa e tratada com produtos químicos adequados.
Cooperar com as campanhas de prevenção: Participar de campanhas de prevenção promovidas pelo governo e por organizações locais é uma forma de ajudar a prevenir a proliferação do mosquito da dengue em sua comunidade.





