Em uma ofensiva para blindar a economia doméstica contra a volatilidade do mercado externo, o Governo Federal anunciou, na última quinta-feira (12), a suspensão total das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o óleo diesel. O pacote, composto por uma Medida Provisória e três decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surge como resposta direta à escalada dos preços internacionais do barril de petróleo, impulsionada pelo agravamento dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, especialmente na região estratégica do Estreito de Ormuz.
A decisão de zerar os únicos tributos federais remanescentes sobre o combustível deve resultar em uma desoneração de aproximadamente R$ 0,32 por litro nas refinarias. Segundo a gestão federal, a iniciativa é estratégica para conter o efeito cascata da alta dos combustíveis sobre o transporte de cargas e a produção agropecuária, setores que impactam diretamente o índice de inflação e o preço final dos alimentos nas gôndolas dos supermercados.
Além do alívio tributário, o governo determinou um rigoroso monitoramento do setor para assegurar que a redução chegue efetivamente às bombas, combatendo eventuais práticas abusivas na formação de preços. Ao comentar as medidas, o presidente destacou que a ação exige uma engenharia econômica robusta para proteger o poder de compra da população brasileira frente às incertezas geopolíticas. Para o Planalto, o sacrifício fiscal é uma ferramenta necessária para evitar que os reflexos das tensões internacionais desestabilizem o abastecimento nacional e o custo de vida no país.




