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17/01 Sábado
Município de Jacobina tem 9,3 mil pessoas vivendo em áreas de risco na Chapada Diamantina
Mapeamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que a população exposta a riscos geológicos aumentou cerca de 15% desde 2014
Narração automática (IA)

Mais de 9,3 mil pessoas vivem em áreas de risco em Jacobina (BA) relacionadas a queda de blocos, deslizamentos e inundações. O mapeamento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica um aumento de aproximadamente 15% em relação a 2014, quando foi realizado o primeiro estudo no município. Atualmente, cerca de 10% da população local, estimada em 82,6 mil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está exposta a riscos geológicos classificados como alto e muito alto.
 

De acordo com o levantamento, a cidade tem 20 áreas de risco, sendo 15 de risco alto e cinco de risco muito alto. A maior concentração de habitantes em áreas de risco está às margens do rio Itapecuruzinho, onde vivem 2,7 mil pessoas. No centro da cidade, às margens do Itapecuru Mirim, há mais de 1,9 mil moradores em áreas de risco.
 

Também foram identificados risco de processos geológicos nos bairros: Bananeira, Leader, Grotinha, Alto do Santo Antônio, Serrinha, Peru, Cocho de Fora, Mundo Novo e às margens do rio Catuaba. O trabalho de campo ocorreu entre os dias 27 de maio e 7 de junho.
 

Em comparação com o levantamento anterior, de 2014, o número de áreas de risco geológico no município diminuiu de 22 para 20. Essa redução se deve à atenuação do grau de risco de algumas áreas e à mudança na metodologia usada no estudo. Apesar disso, o total de pessoas em áreas de risco aumentou.

Diante do cenário, o SGB destaca a necessidade de revisão contínua dessas áreas, bem como de outras não contempladas que podem ter o grau de risco alterado ao longo do tempo. A instituição reforça que para reduzir o avanço das áreas de risco geológico, é imprescindível adotar práticas de ordenamento territorial voltadas à prevenção de desastres, com destaque para ações de fiscalização e programas de conscientização.
 

Os mapeamento de áreas de risco são estudos que ajudam na definição de critérios para disponibilização de recursos públicos destinados ao financiamento de obras de prevenção e resposta a desastres. Além disso, os levantamentos dão suporte às políticas públicas habitacionais e de saneamento, sendo, portanto, um importante instrumento para reduzir vulnerabilidades sociais e promover o desenvolvimento regional, de forma mais segura.

Mapeamentos de áreas de risco na Bahia

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já realizou mapeamentos de áreas de risco em 95 municípios da Bahia. Esses levantamentos identificaram cerca de 250 mil pessoas em áreas de risco, classificadas como alto e muito alto.
 

Os cinco municípios do estado com maior número de áreas de risco mapeadas pelo SGB são: Camaçari (34), Itabuna (32), Barra (30), Candeias (29) e Jaguaquara (26). Jacobina ocupa a 10º posição.
 

As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal. Já foram publicadas Cartografias de Áreas de Risco para mais de 1,8 mil municípios. Nessas cidades, vivem aproximadamente 92 milhões de pessoas, que podem ser beneficiadas pelos estudos.

Publicado: 3 meses atrás
Leitura: 3 minutos

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