O cenário político baiano ganhou um novo componente de peso nesta semana. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), declarou publicamente que avalia a possibilidade de renunciar ao comando do terceiro maior colégio eleitoral do estado para integrar a chapa majoritária da oposição, encabeçada por ACM Neto (União Brasil), na disputa estadual deste ano.
A manifestação ocorreu na última quarta-feira (18), durante entrevista, e marca uma mudança significativa de postura. Até então, a gestora evitava comentar sobre uma possível saída antecipada da prefeitura.
Prazos e Estratégia Eleitoral
Caso a decisão seja confirmada, Sheila precisará seguir o rito da legislação eleitoral:
- Prazo de desincompatibilização: A renúncia deve ocorrer até o início de abril.
- Regra dos seis meses: O afastamento é obrigatório para ocupantes de cargos executivos que pretendem disputar outros postos no pleito de 04 de outubro.
Força Política e Histórico Recente
Questionada sobre o desafio, Sheila destacou que, embora tenha um compromisso firmado com o mandato de quatro anos, está “disposta a assumir novas missões políticas”. O grupo de oposição vê na prefeita um ativo valioso devido ao seu desempenho recente:
- Votação Expressiva: Reeleita com quase 60% dos votos válidos ainda no primeiro turno.
- Vitória Jurídica: Após ter a candidatura questionada no TRE-BA, Sheila foi absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que consolidou sua segurança jurídica e liderança.
- Representatividade: Vitória da Conquista é o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia (atrás apenas de Salvador e Feira de Santana), sendo estratégica para qualquer disputa estadual.
“A expressiva votação que obtive reforça nossa liderança, mas não impede que eu aceite outra missão caso seja necessário para o grupo”, afirmou a prefeita.
Impacto na Gestão Municipal
A saída de Sheila Lemos para a disputa estadual provocaria uma sucessão imediata na Prefeitura de Vitória da Conquista. Dentro do grupo governista estadual, a movimentação é lida como uma tentativa de ACM Neto de consolidar o voto no interior do estado, utilizando a força política feminina e regional de Sheila para equilibrar a chapa.











