Bombeiro militar é condenado a 22 anos de prisão por feminicídio em Juazeiro

Crime ocorreu em março de 2024; Conselho de Sentença acatou integralmente a denúncia do Ministério Público sobre o assassinato de Quemoly Luize.

O Tribunal do Júri da Comarca de Juazeiro condenou, na última terça-feira (03), o bombeiro militar Ermeson de Oliveira Souza a uma pena de 22 anos e 10 meses de reclusão. Ele foi considerado culpado pelo feminicídio qualificado de sua ex-companheira, Quemoly Luize de Sena Araújo, assassinada na madrugada de 11 de março de 2024.

A sentença, proferida pelo Juiz da Vara do Júri, determina que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado.

Detalhes do Crime

De acordo com a denúncia sustentada pelo promotor de Justiça Raimundo Moinhos, o crime aconteceu no bairro Vila Tiradentes. Ermeson não aceitava o fim do relacionamento e, movido por ciúmes e sentimento de posse, invadiu a residência da vítima.

O Ministério Público destacou pontos cruciais do ataque:

  • Emboscada: O agressor aguardou escondido dentro da casa da vítima.
  • Sem defesa: Quemoly foi atingida por um disparo de arma de fogo de uso restrito, sem qualquer chance de reação.
  • Premeditação: Áudios e testemunhos anexados ao processo comprovaram que o bombeiro apresentava comportamento perseguidor e já havia planejado o assassinato.

As Qualificadoras

O Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pelo MPBA, baseadas no Código Penal:

  1. Motivo torpe: Sentimento de posse e controle.
  2. Impossibilidade de defesa da vítima: Ataque surpresa no interior do imóvel.
  3. Feminicídio: Crime cometido em razão da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar.

“O acusado agiu de forma a impossibilitar qualquer defesa, efetuando o disparo no interior da residência da vítima, onde ele aguardava escondido”, detalha o documento da acusação.